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Locais de interesse





Poços das aldeias    História, cultura e religião    Locais    Gastronomia    Comércio

Poços das Aldeias

Ribeira do Sinhel
Tem origem na Serra do Sinhel, uma encosta da Serra da Lousã. O seu percurso irregular vai moldando as fragas à passagem, criando locais que propiciam um mergulho, conhecidos na região por ?Poço?.

Poço Moirão - com acesso pedonal a partir das casas em Relva da Mó, pouco profundo e com água fresca.

Poço da Vagem ? visível da estrada em Relva da Mó, com acesso pedonal, pouco profundo e com água fresca.

Poço Negro ? assim chamado pela pouca exposição solar (que se reflecte na temperatura da água), situa-se entre a Relva da Mó e a Roda Fundeira, com acesso a pedonal a partir da estrada. Aconselha-se visita em companhia de alguém familiarizado pela sua geografia acidentada.

Poço Lavadouro ? no centro do ?Lugar? da Roda Fundeira, entre a ?Eira? e a ?Casa de Selma? desenha-se o caminho acidentado para descer para este poço. Tem uma rocha central que serve de apoio, água corrente de temperatura mais amena e é ladeado por uma parede de xisto e o velho ?Munho? de água, já pouco utilizado para moer cereais. Pouco fundo, ideal para um banho em convívio com a natureza ? até com as ?Natrix maura?, vulgarmente chamadas ?cobras de água? ou ?calhandras?.

Complexo de Lazer da Foz Palheiros ? represa natural com duas calçadas para banhos de sol e acesso viário a partir da estrada que atravessa que segue da Roda fundeira em direcção de Góis. Tem um bar desenvolvido pela Comissão de Melhoramentos da Roda Fundeira (em funcionamento a partir de Julho). Os donativos aqui angariados destinam-se a obras de beneficiação nas aldeias, movimento voluntário característico da região.

Poço da Moura ? conhecido pela frescura da água, é ideal para um mergulho antes do almoço. Acesso pedonal a partir do Complexo de Lazer da Foz Palheiros, é uma pequena lagoa com uma cascata natural que oferece hidromassagens muito relaxantes.

É ainda possível encontrar outras represas naturais na região, que se destacam pela sua beleza e pela limpidez das águas: em Roda Cimeira (como o nome indica, mais acima da Roda Fundeira) e, na direcção oposta, em Amiosinho, Alvares, Pessegueiro.

De uma dimensão maior, a Praia Fluvial das Rocas em Castanheira de Pêra, a Barragem do Cabril em Pedrogão Grande e as praias fluviais de Pampilhosa da Serra ou de Góis são também muito agradáveis.

História, cultura e religião


Capela Velha - Junto à Casa da Capela, reconstruida em 2002, por um natural da terra ? Carlos Coelho Barata, depois de estar sem utilização há mais de 40 anos e ruir. Está disponível para ser visitada. É celebrada anualmente uma missa durante o mês de Fevereiro e pode ser utilizada para cerimónias religiosas, mediante marcação prévia.

Núcleo Museológico da Ribeira do Sinhel ? localizado na Roda Cimeira, reúne peças de madeira, metal, cortiça ou têxteis características do dia-a-dia dos naturais das aldeias, recriando quadros típicos de meados do séc. XX. Disponível para visita mediante agendamento prévio com a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, permite perceber as diferenças no modo de vida, de necessidades ou recursos, de uma geração ainda muito próxima.

Núcleo Museológico Casa do Ferreiro, em Alvares - Antiga casa que serviu de palheiro e forja onde exerceu profissão o último ferreiro de Alvares, o Sr. Acácio Fernandes. A casa foi doada pelas famílias Rebelo, Cortez e Arnaut. O Núcleo Museológico distribui-se por duas salas, onde se pode apreciar os instrumentos inerentes à atividade do ferreiro e alguns materiais por este fabricados. Disponível para visita mediante marcação prévia com a Junta de Freguesia de Alvares

Centro de Interpretação Turística ? apresenta, de modo interactivo, a oferta turística da região centro, com destaque para a rede de Aldeias de Xisto e Pedrogão Grande. Em Pedrogão Grande, aberto de Abril a Setembro (9h ? 12h30 e 14h-17h30)

Igrejas e Capelas ? Todas as aldeias têm pelo menos uma capela que será possível visitar aquando da missa ou mediante marcação. A Igreja Matriz está localizada em Alvares, com data de 1616, existindo também a Capela do Mártir Sebastião, cuja estátua remonta ao séc. XV.

Museu Paroquial de Arte Sacra Padre Ramiro Moreira ? reúne peças de arte sacra com alto valor artístico, recolhidas em Capelas ou colecções particulares da região.

Locais

Pedra Letreira ? vestígio da presença humana na região antes de 3000A.C., classificada pelo IPPAR como ?Bem de Interesse Público?, localiza-se entre Amieiros e Cabeçadas, tendo acesso a partir da EN2. Há uma lenda popular que a liga às Minas da Escádia Grande: ?Em frente à Pedra Letreira / há três minas em carreira / uma de ouro, outra de prata / e outra de peste que mata.?

Penedos de Góis - formação com 1040m, escarpada e menos susceptível à erosão, constituem miradouro sobre a Serra da Estrela, a Serra do Açor e o Trevim ou Santo António da Neve. Existem trilhos pedestres e possibilidade de escalada.

Minas da Escádia Grande ? remontam a 600 anos d.c. e constituem uma das primeiras explorações mineiras em Portugal ? ouro, prata, cobre, arsénio, chumbo e zinco. Estão localizadas ao longo da Ribeira do Sinhel, próximo da Roda Cimeira, e foram continuamente exploradas desde romanos e árabes, atingindo o seu pico durante a 2ª Grande Guerra Mundial (1938-1939 e 1952) quando a concessão passou da Sociedade Minas Serra da Lousã para a CUF. Constituem Património de Arqueologia Industrial e estão ao abandono, podendo mesmo assim ser visitadas.

Santo António da Neve - local de romaria e convívio, conserva-se a Capela e o edifício circular onde eram guardadas as neves do inverno para que se transformassem em gelo. Após encher o neveiro, cobria-se a neve com palha e fetos para a conservar até ao verão, altura em que se cortava o gelo em blocos e se transportava até às cortes reais de Lisboa em carroças de bois, dentro de caixas de madeira. Com acesso indicado a partir da N2, a cerca de 18Km da Roda Fundeira (50min de carro).

Aldeias pitorescas - as aldeias da região conservam elementos que lhes conferem uma beleza muito própria, valendo sempre a pena percorrê-las a pé e falar com os habitantes, por norma bons comunicadores. Destacam-se as Aldeias de Xisto, alvo de intervenção mais profunda para recuperar o ar original, sendo possível visitá-las.

Góis ? sede do concelho, a 16km da Roda Fundeira (25 min de carro), conserva uma arquitectura antiga que torna agradável o percurso a pé. Tem vários monumentos a visitar e até exposições temporárias (informação disponível no posto de turismo). Tem ainda a praia fluvial Quinta da Avó Thomásia, com esplanada e seguindo por um passadiço de madeira para nascente, uma menor junto ao antigo lagar.

Pedrogão Grande ? Vila com jardins e casas senhoriais, agradável para passear a pé, na margem da Barragem do Cabril. A 23 Km da Relva da Mó (25min de carro).

Lousã ? vila com comércio e indústria, a cerca de 30km da Roda Fundeira. A Ermida da Nossa Senhora da Piedade, com os miradouros pela serra e a piscina natural de água gelada no sopé vale a visita.

Parque Biológico da Serra da Lousã ? em Miranda do Corvo (a 50 min) reúne exemplares de fauna e flora típicos, bem como das artes e ofícios que fizeram a História da região ? Museu de Tanoaria e Restaurante Museu da Chanfana ? integrando educação ambiental e etnografia.

Ecomuseu Tradições do Xisto ? assume-se como um museu dinâmico das Aldeias de Xisto ? Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena - e pode ser visitado todos os dias. É constituído por vários Núcleos dedicados aos costumes e cultura e à natureza da região como o Núcleo do Forno e alambique da família Claro, a Coirela das Agostinhas ou o Núcleo de Asininos das Aldeias de Xisto.

Gastronomia

Num restaurante mais elegante, ou na ?aloje? do vizinho da aldeia, come-se bem nesta região. A broa de milho e centeio é cozida no forno a lenha, tal como o bolo de cebola ou carne (variantes da broa) feitos para o petisco da tarde. O cabrito assado e a Chanfana (de cabra), pratos típicos que aproveitam o forno aquecido. Os torresmos, maranhos e bucho, o queijo de cabra (fresco ou seco), a tigelada, o mel e as castanhas são apenas algumas das iguarias que vale a pena provar. E o arroz doce, claro.

Onde Comer?
Restaurante ?Hélia?, a 10 min em Chã de Alvares.
Restaurante da Portela do Torgal, a 15 min, depois de Alvares, em direcção a Pedrogão Grande.
Restaurante ?A Picha?, na aldeia que lhe dá o nome, a 17 min, entre Alvares e Pedrogão Grande. A fotografia com a placa toponímica é obrigatória.
Restaurante ?Lago Verde?, a 25 min, à beira da Barragem do Cabril, em Pedrogão Grande.
Restaurante ?Adega do Ferrador?, no núcleo antigo de Pedrogão Grande.
Hotel da Montanha, a 35 min (vista sobre a Barragem do Cabril) no Monte da Senhora da Confiança.
Restaurante ?Beira Rio?, a 25 min em Góis
Restaurante ?Adega da Vila?, a 40 min, em Lousã.

Comércio

As aldeias costumam ter um café ou uma Casa de Convívio, centro agregador da população. A Casa de Convívio da Roda Fundeira (desenvolvida pela Comissão de Melhoramentos) fica na Eira Nova. Está aberta ao longo de todo o ano à hora de almoço e com um horário mais alargado no mês de Agosto.

Os supermercados mais próximos situam-se em Alvares, Pedrogão Grande ou Góis. Nesta região é habitual o comércio ambulante, atravessando as aldeias - o peixeiro, padeiro, merceeiro e vendedor de congelados anunciam a sua presença com longos toques de buzina.

Os mercados e feiras locais permitem adquirir directamente ao pequeno produtor:
  • Alvares ? 2º domingo de cada mês
  • Góis ? terças-feiras, no Mercado Municipal
  • Pedrogão Grande ? segundas-feiras, no Mercado Municipal
  • Miranda do Corvo ? quartas-feiras, no Mercado Municipal
Produtos regionais a experimentar ou a trazer das férias no campo:
  • Broa de milho, centeio e trigo, cuja textura macia, côdea estaladiça e sabor entre doce e salgado se acentuam quando comida à boca do forno ainda quente
  • Queijo seco de cabra
  • Mel , com o seu tom muito escuro, consistência espessa e sabor forte
  • Compotas e doces, com sabores que sobressaem pela qualidade dos produtos de origem
  • Castanhas, frescas ou piladas
Também o artesanato é característico da vida rural:
  • Têxteis, trabalhados à moda antiga, em mantas de farrapos ou sacos de amostras, entre outros.
  • Cortiça, esculpida ou em acessórios como carteiras, cintos, malas ou bijuterias
  • Xisto ou loisa, pintada, esculpida ou em construções